Solo
As raízes alimentam os micróbios; os micróbios alimentam depois as raízes
A zona fina à volta de uma raiz viva é onde as plantas pagam açúcares e recuperam nutrientes. Zonas nuas, salinas ou compactadas travam essa troca.
As raízes alimentam os micróbios; os micróbios alimentam depois as raízes
As folhas fabricam açúcares. As raízes deixam escorrer parte desse carbono junto à raiz. Bactérias e fungos reúnem-se aí, retêm nutrientes nos seus corpos, e organismos mais pequenos que os comem libertam restos disponíveis para a planta junto à raiz — não a meio do perfil.
Práticas que matam a zona radicular — soleiras duras, afogamento, sais agressivos, solo nu prolongado — param o pagamento. A planta parece então faminta mesmo que um saco tenha sido espalhado à superfície.
Mantenha algo vivo no canteiro quando puder. Cobertura e composto sustentam o mesmo bairro.
Se os transplantes estagnam em mistura estéril, faltar esse bairro é uma causa entre a água e a sombra.
Nesta série
- Trate o solo como uma teia viva, não como um saco inerte de adubo
- As raízes alimentam os micróbios; os micróbios alimentam depois as raízes
- O composto alimenta a vida, não só os números NPK
- Mantenha o solo coberto para que os organismos possam trabalhar
- A lavoura pesada parte fungos, minhocas e estrutura
- As árvores preferem um sistema mais fúngico; as anuais, um ciclo bacteriano mais rápido